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Biosev A Segunda Maior Processadora de Cana-de-Açucar do Planeta


Ano de 2000 - O Grupo Louis Dreyfus Commodities adquire a usina Cresciumal, em Leme (SP), e inicia seu processo de expansão no setor sucroenergético no Brasil. 
Ano de 2001 - A aquisição da Usina Luciânia, atual Usina Lagoa da Prata, em Lagoa da Prata (MG), amplia a participação do grupo na região Centro-Sul do país. 

Ano de 2003 - A Usina Cresciumal inicia as operações de cogeração de energia a partir do bagaço da cana. 
Ano de 2004 - O grupo adquire a Usina São Carlos, em Jaboticabal (SP). 
Ano de 2006 - Começam as obras de expansão da usina Lagoa da Prata e a construção da usina Rio Brilhante (Projeto Greenfield), em Mato Grosso do Sul. 
Ano de 2007 - A aquisição das Usinas da Tavares de Melo Açúcar e Álcool permite a expansão das operações da companhia nos estados do Rio Grande do Norte, Mato Grosso do Sul e Paraíba. A capacidade de processamento alcança 11 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. 
Ano de 2008 - A usina Rio Brilhante começa a operar. 
Ano de 2009 - Nasce a LDC-SEV, a partir da fusão da LDC Bioenergia e Santelisa Vale; a companhia passa a ter 13 usinas e expande sua capacidade de processamento para 40 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. 
Ano de 2012 - A Companhia aprova a alteração de seu nome de LDC-SEV para Biosev. 
Ano de 2013 - Com a venda de ativos agrícolas da unidade São Carlos, a empresa passa a ter 12 usinas, com capacidade de processamento de 37,9 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por ano. Neste ano, a Biosev também abriu capital no Novo Mercado da BM&FBOVESPA. Começam as operações da cogeradora de energia na unidade Passa Tempo. 
Ano de 2014 - A unidade Jardest entra em hibernação; a capacidade de processamento da Biosev passa a ser de 36,4 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por ano. 



A Biosev, Subsidiária da Francesa Louis Dreyfus Commodities, investe na melhoria do cultivo de cana-de-açúcar para produzir mais Açúcar, Etanol e Eletricidade
Um mar de canaviais a perder de vista: assim podem ser definidas as plantações de cana-de-açúcar da Biosev, subsidiária da gigante francesa Louis Dreyfus Commodities para o setor sucroenergético no Brasil. São 340 mil hectares distribuídos em 11 unidades nos Estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Paraíba. Desde que o grupo francês desembarcou no País no ano 2000, a lida no campo tem como foco aumentar a produção de açúcar, etanol e bioeletricidade para tornar rentável essa unidade de negócio. “Se tem algo no qual o Brasil é competitivo é no agronegócio”, diz o engenheiro formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica, Rui Chammas, presidente da companhia desde o final de 2013. “O país é o maior exportador de açúcar e tem no etanol um exemplo de inovação do qual pode se orgulhar.” Na safra 2014/2015, encerrada no primeiro semestre, a receita da companhia foi de R$ 4,5 bilhões, uma expansão de 5,8% na comparação com o período anterior.
Aproveitamento integral: após a moagem da cana-de-açúcar para a produção de açúcar e etanol, o bagaço é direcionado para a Usina Termelétrica

As usinas da Biosev têm capacidade para moer anualmente 36,4 milhões de toneladas de cana. Na safra passada, foram processadas 28,3 milhões, transformadas em 1,6 milhão de toneladas de açúcar, a maior parte exportada para China e Rússia, além de países da União Europeia, África, Sudeste Asiático e do Oriente Médio; em 1,2 bilhão de litros de etanol; e em 896 GW/h (gigawatts hora) de bioeletricidade a partir da queima do bagaço. A empresa é a segunda maior geradora de energia renovável a partir da biomassa do Brasil. As vendas da eletricidade gerada nas usinas termelétricas cresceu 26% na safra 2014/15. Em função dos investimentos e da gestão mais afinada, Chammas prevê uma moagem de até 32 milhões de toneladas para o período 2015/2016. “Tudo indica que teremos uma boa safra”, afirma o executivo. “Quem fez bem a lição de casa vai poder gerar resultados melhores ao longo dos próximos anos.” O desafio do principal executivo da Biosev não tem sido pequeno e nem fácil. Nas últimas safras, apesar do faturamento robusto, a Biosev trabalha para sair da saia justa do prejuízo, resultado de um cenário adverso que, desde 2007, já levou ao fechamento de 80 usinas de cana-de-açúcar no Brasil e foi provocado por políticas públicas de valorização do uso do combustível fóssil em detrimento dos renováveis. Para isso, a arma da empresa tem sido investir. Na safra passada foram R$ 1,13 bilhão e, nos últimos três meses no primeiro trimestre da atual, R$ 226 milhões. “O mercado começa a reagir", afirma Chammas. “E nós saímos de uma geração negativa de caixa de R$ 200 milhões, o que aconteceu por dois anos, e chegamos a última safra com uma geração positiva de R$ 16 milhões.”
À toda força: a Biosev é a segunda maior geradora de energia renovável a partir da biomassa no País

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